28/08/2017

Nutrição Parenteral e Enteral: qual a diferença?

Nutrição Parenteral

Quando nos deparamos com uma situação na qual o paciente é impedido de manter a alimentação de forma convencional, entram em cena dois tipos de dieta: a nutrição parenteral e a nutrição enteral.

A alimentação enteral, como explicamos detalhadamente neste artigo aqui, é aquela em que há a ingestão controlada de nutrientes em fórmulas líquidas, que podem ser administradas via oral ou por meio de sonda posicionada no intestino ou no estômago.

Já a nutrição parenteral (NP) é recomendada para os casos em que a dieta enteral não pode ser realizada, sendo, portanto, administrada de forma intravenosa, ou seja, diretamente infundida na veia.

Ambas as dietas visam suprir as necessidades nutricionais totais ou parciais do paciente, de acordo com o grau de enfermidade.

Porém, ao contrário da alimentação enteral, a nutrição parenteral é realizada por meio de inserção de cateter venoso dos membros superiores ou central, com introdução do cateter na cava, jugular ou femural.

Leia mais: O que é e para que serve a sonda nasoenteral?

Quando é recomendada a Nutrição Parenteral?

Em casos de enfermidades nos quais a alimentação oral ou por meio de sonda não é possível, as equipes de saúde recomendam a nutrição parenteral. Ela também é indicada quando alguma região do trato gastrointestinal interrompe a digestão ou a absorção de nutrientes está prejudicada, assim como em diagnósticos de pancreatite, ressecção intestinal, entre outras patologias.

A nutrição parenteral contém boa parte dos nutrientes necessários para o paciente, prontos para serem utilizados pelo organismo. Esta é mais uma diferença com relação à dieta enteral, que passa pelo processo de digestão e absorção.

Basicamente, uma dieta parenteral é composta por glicose, gorduras e proteínas, além de água, eletrólitos, sais minerais e vitaminas – que ajudam a manter a estabilidade do organismo.

A decisão pela nutrição parenteral ou enteral é sempre tomada pela equipe multidisciplinar responsável, que leva em conta diversos fatores, como as condições clínicas, tipo de doença, acessibilidade do sistema venoso, entre outros. Em alguns casos, as dietas também são indicadas de maneira conjunta.

É importante lembrar que para administrar a dieta parenteral é fundamental que o paciente esteja com a circulação sanguínea normalizada. Caso contrário, outras formas devem ser procuradas.

Esperamos que nosso artigo tenha esclarecido suas dúvidas sobre nutrição parenteral! Se você gostou, aproveite para compartilhar em suas redes sociais ou deixe aqui o seu comentário. Sua opinião é sempre muito importante para nossa equipe!

Leia também: Orientações e cuidados para a terapia nutricional domiciliar

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