18/05/2017

10 Respostas sobre Nutrição Enteral

nutricao enteral

Quem tem uma pessoa doente em casa com dificuldade de se alimentar conhece bem a importância da nutrição enteral. Sabemos que a ingestão de nutrientes é um dos passos mais importantes para fortalecer quem está debilitado, mas nem sempre é possível consumir todas as proteínas, vitaminas, carboidratos e minerais necessários por meio da dieta comum.

É aí que entra a nutrição enteral, ou seja, a ingestão controlada de nutrientes em fórmulas líquidas que podem ser administradas via oral ou por meio de sonda posicionada no intestino ou estômago. Quando o paciente está em ambiente hospitalar, a dieta é administrada pela equipe de enfermagem, mas quando o doente está em domicílio muitos cuidadores ficam em dúvida de como suprir as necessidades do paciente de forma correta.

Embora a terapia esteja mais associada a pacientes em coma ou em situações mais críticas, a nutrição enteral atende a diversas necessidades e patologias, desde pessoas com desnutrição até casos de diabetes, Alzheimer e câncer. Aliás, a falta de nutrientes no organismo é mais comum do que a gente imagina. Estima-se que 30% dos pacientes recém-chegados ao hospital apresentem quadros de desnutrição dentro das primeiras 48 horas internados, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nutrição Parental e Enteral.

Como cada paciente possui uma necessidade de nutrientes específica e também tem características físicas particulares, existem formulações no mercado para suprir as mais diferentes indicações, inclusive de crianças e bebês.

Em mais de 17 anos de mercado, a Nutriport observou que parte dos cuidadores tem dificuldade ou até mesmo receio de preparar a terapia nutricional em casa, especialmente quando ela precisa ser feita via sonda. Por isso, a empresa criou o Programa Nutriport com Você, que oferece aos consumidores orientação gratuita sobre técnicas de preparo e administração da nutrição enteral com especialistas da área.

Nesse artigo, reunimos também as 10 dúvidas mais comuns de nossos consumidores, para ajudar a esclarecer um pouco mais sobre o tema e a importância da nutrição enteral na recuperação da saúde e melhora da qualidade de vida dos pacientes. Confira.

10 respostas sobre nutrição enteral

1. O que é nutrição enteral?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) define nutrição enteral como “alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas”.

2. Quando a nutrição enteral é recomendada?

É utilizada em casos nos quais o paciente é incapaz de suprir suas necessidades nutricionais por meio de uma alimentação convencional, seja por impossibilidade de ingestão oral, redução no apetite, distúrbios no aparelho digestivo ou outras restrições. A nutrição enteral pode ser realizada ainda de forma precoce em pacientes com propensão à desnutrição, para promover um melhor andamento do tratamento.

Entre as situações comuns em que a dieta enteral é a opção mais viável estão: pacientes em coma, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer, risco de broncoaspiração, pacientes com anorexia persistente causada por neoplasias, doenças infecciosas crônicas, entre outras.

3. Quais nutrientes são fornecidos pela nutrição enteral industrializada?

Existem dietas no mercado para diferentes necessidades de nutrientes, podendo conter proteínas, cálcio, carboidratos, lipídeos, ferro, fibras, vitaminas etc.

4. Qual a diferença entre nutrição enteral e nutrição parenteral?

Nutrição parenteral
Nutrição parenteral é indicada quando a nutrição enteral não consegue suprir as necessidades do paciente ou em casos específicos

 

A nutrição enteral a alimentação é realizada através de uma sonda posicionada no estômago, jejuno ou duodeno quando o trato gastrointestinal está integro ou parcialmente funcionante.
A nutrição parenteral é administrada por via intravenosa. Geralmente, a alimentação parenteral é indicada quando a nutrição enteral não consegue suprir as necessidades dos pacientes ou em casos específicos, em que o trato gastrointestinal não está funcionando, doenças inflamatórias intestinais, pancreatite, câncer gastrointestinal, queimaduras graves, entre outros.

5. É possível administrar a nutrição enteral em casa?

Sim. Em alguns casos, mesmo após a alta hospitalar, ainda é necessário dar continuidade à administração da dieta enteral do paciente em casa. Para isso, o nutricionista ou médico responsável dará as indicações corretas sobre produtos e dosagens em cada situação.

6. Qual tipo de nutrição enteral usar: caseira ou industrializada?

A dieta caseira ou artesanal é preparada com alimentos naturais comuns do dia a dia, como hortaliças e legumes, porém processados ou batidos no liquidificador, de forma a gerar um conteúdo homogêneo. Este tipo de dieta geralmente não é recomendado para pacientes que utilizam sonda, pois podem ocorrer entupimentos e risco de contaminação. Outra dificuldade é que, neste caso, não é possível garantir que a quantidade de nutrientes que está sendo ingerida pelo paciente supra todas as necessidades dele.

Já a dieta enteral industrializada é comercializada pronta para ser servida, com as necessidades de nutrientes já adaptadas ao paciente, tal como geralmente é administrada pelos hospitais. Estas são encontradas tanto em pó – para serem diluídas em água – quanto em líquido. Nestes casos, é preciso seguir as orientações do fabricante e ter todos os cuidados básicos de higiene para manuseio, a fim de evitar contaminações ou outros riscos para a saúde dos pacientes.

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7. Como administrar a nutrição enteral ao paciente domiciliar?

As dietas deverão ser administradas com o auxílio de frasco, equipo ou seringa, podendo ser utilizada como opção a Bomba de Infusão de dieta enteral, conforme orientação do médico ou nutricionista. É importante oferecer o produto em temperatura ambiente, para evitar diarreia ou cólica.

O paciente também deve estar sentado ou deitado (acima de 45º), com a cabeceira da cama elevada, usando almofadas ou travesseiros durante a administração da dieta e mantendo essa posição por até 30-60 minutos após a dieta enteral. Não é seguro se alimentar enquanto deitado, pois pode ocorrer retorno da dieta, risco de broncoaspiração e outras questões de saúde.

8. Existem regras e horários específicos para alimentar o paciente?

A terapia pode ser administrada de duas formas: contínua ou intermitente. A forma intermitente é mais parecida com a alimentação habitual, cerca de cinco a oito vezes ao dia, de acordo com orientação médica ou nutricional. Já a forma contínua, é realizada por gotejamento com bomba de infusão, normalmente em períodos de 12 a 24 horas.

9. Qual o benefício em utilizar a bomba de infusão?

A bomba de infusão é um equipamento que pode ser concedido pela Nutriport, através do serviço de Comodato. Através da utilização deste equipamento, é possível determinar o volume exato que deverá ser administrado por hora e programar o volume necessário para ser infundido durante o dia todo, evitando possíveis complicações que podem ocorrer devido à falhas na administração.

Para saber mais sobre o serviço de comodato de bombas de infusão, entre em contato aqui.

10. Como posso conseguir orientação para cuidar do paciente que precisa de nutrição enteral em casa?

Geralmente, a equipe hospitalar indica como o cuidador deve administrar a dieta enteral ao paciente. Também existem programas de orientação gratuitos, como o Nutriport com Você, que oferece assistência nutricional domiciliar aos consumidores, com esclarecimentos de dúvidas e apoio familiar.

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